A Fisoterapia em Casa como recuperadora de A.V.C.’s

Nos últimos anos, a procura pela fisioterapia em casa, em especial as do tipo gerontológica, neurofuncional e traumato-ortopédica, cresceu consideravelmente.

É difícil falar dos benefícios da fisioterapia em casa e não falar da comodidade e practicidade que este tratamento personalizado oferece. Isso porque as actividades são marcadas em horários mais convenientes para a pessoa e de forma individualizada. São realizadas em ambiente familiar no qual se sente mais segura, confortável e com um nível mais expressivo de privacidade. Principalmente para aqueles que se encontram com dificuldades de locomoção.

Fazer sessões de fisioterapia em casa, permite-lhe ultrapassar todo o desgaste logístico e tempo usado em deslocações ao exterior e, inclusive, pode evitar provocar novas lesões que dificultarão a melhora no quadro do paciente.

A fisioterapia em casa costuma ser adoptada logo no início do tratamento e de forma intensiva em relação aos estímulos eléctricos, aos exercícios, às massagens, etc. Este é um detalhe simples, mas que, a curto e médio prazo, promove uma reabilitação mais rápida e optimizada do paciente.

Outra vantagem da fisioterapia em casa é, sem dúvida, a economia financeira. Com a eliminação das idas à clínica para as sessões, é possível reduzir ou, mesmo, evitar diversos gastos, nomeadamente com transporte (próprio ou táxi), estacionamento, alimentação no local e, inclusive, serviço de acompanhante, entre outros.

Enfim, a Fisioterapia em casa pode, de facto, contribuir para melhorar a qualidade de vida do indivíduo durante e depois desse processo. E mais, o profissional pode sugerir com mais precisão as adaptações que são necessárias fazer no domicilio, para que as necessidades reias da pessoa sejam atendidas.

A Esfera Social poderá ajuda-o a encontrar profissionais qualificados e de confiança!

Em jeito de curiosidade, regista-se globalmente e em Portugal, um número crescente de AVE/AVC’s, sendo 2015 o ano no qual se verificou o maior número de casos em território nacional.
A evidência científica demonstra a importância da intervenção precoce dos técnicos de saúde, nomeadamente Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais, Terapeutas da Fala, Enfermeiros, Médicos, Nutricionistas e Neuropsicólogos em contexto hospitalar e nas unidades de AVC.
Para além disso, sendo a mobilização precoce recomendada com elevado índice de evidência para prevenção de complicações sub-agudas pós-AVE, é necessária uma assertividade e rigor na avaliação para selecção dos estímulos específicos proporcionados ao indivíduo no sentido da reorganização do Sistema Nervoso.
Num período em que emergem vários métodos e estratégias de intervenção com crescente vertente tecnológica associada, pretende-se desconstruir conceitos pré-formados, baseando a nossa intervenção nos fundamentos do movimento humano e não em conceitos de intervenção. Pretende-se igualmente refinar a avaliação do indivíduo para que a intervenção, baseada na evidência mas centrada no indivíduo, seja significativa, considerando a condição clínica do indivíduo.
Assim, as nossas estratégias de intervenção devem visar a melhoria funcional, centrando-se na especifidade da tarefa e não na incapacidade do indivíduo, proporcionando-se a oportunidade para o movimento.
A ligação entre a neurofisiologia, o movimento humano, o indíviduo e a evidência científica, bases da fundamentação do raciocínio clínico, permite a selecção de estratégias de intervenção específicas e significativas que, potenciando a neuroplasticidade, se repercutem na função, performance e eficiência do movimento.

Se precisar, e desde que seja benéfico ao seu estado de saúde, faça fisioterapia no conforto do seu lar. E conte com resultados expressivos e uma melhora considerável para a saúde!

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